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G

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:16)
Resposta: Também gostava de ver esclarecida qual a importância do estudo dos sistemas binários como o sistema forsterite-diópsido-silica e o sistemafosterite-diopsido-silica a altas pressões mais uma vez no estudo das rochas igneas. É uma optima ideia a criação de sites deste género para k os curiosos e interessados pela geologia possam tirar as suas dúvidas
Teresa Canha

Lherzólito é uma rocha ígnea, plutónica, ultramáfica similar a um peridotito. Contém 40-90% de olivina, >5% de ortopiroxena e >5% de clinopiroxena com plagioclase, espinela e granada acessórias. É tida como modelo para a composição do manto superior.
Segundo Bravo & Rodrigues (1983) o estudo laboratorial de sistemas simples adequados pode constituir um valioso complemento às observações de campo e aos estudos mineralógicos, petrográficos e químicos de rochas ígneas. O resultado desses estudos laboratoriais é geralmente sintetizado sob a forma de diagramas de fases que são representações geométricas dos campos de estabilidade de fases (minerais e líquidos) em função da pressão, temperatura e composição. O sistema forsterite-diópsido-silica não é, salvo erro, binário mas sim ternário.

Rodrigues, B., Bravo, M. (1983): Interpretação de diagramas de fases de interesse geológico. Univ. Nova de Lisboa, Fac. de Ciências e Tecnologia.

Joaquim Simão
Univ. Nova de Lisboa (jars@helios.fct.unl.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:57)
Resposta:

Contribuição 1

Tilitos - rocha sedimentar formada pela compactação e cimentação de TILL. Este é geralmente composto por material não estratificado depositado directamente por gelo glacial. O TILL apresenta uma granoclassificação pobre, com material variando de argila a calhaus. Os clastos são angulares por não serem sujeitos a importante transporte por massas de água.

Varvas - depósitos em bandas alternadas de diferente cor e/ou textura, resultantes de sedimentação cíclica. Estes desenvolvem-se preferencialmente no fundo de lagos de água doce e fria, para onde ribeiras e rios desaguam intermitentemente. São raramente encontrados em água salgada ou salobra. Caso a laminação alternada resulte de ciclos sazonais ao longo de períodos de 1 ano, estes depósitos poderão ser usados como meio de datação, chamando-se entao VARVAS.

Tiago Alves (talves@fs1.ge.man.ac.uk)

Contribuição 2

Vão aqui moradas electrónicas de glossários de geologia e geomorfologia que podem ajudar a algumas questões:
http://www.geology.iastate.edu/new_100/glossary.html
http://www.geologylink.com/glossary/
http://www.geog.ouc.bc.ca/physgeog/physgeoglos/glossary.html
http://main.amu.edu.pl/~sgp/gw/gw1.htm

Isabelle Sacramento Grilo (isacrame@sciences.sdsu.edu)

Contribuição 3

Tilitos são rochas sedimentares de origem glaciar.

Varvas são depósitos sedimentares finos, ritmicos. São constituídas por uma alternância ritmica de níveis sedimentares mais escuros e mais claros. A cor está relacionada com o teor em matéria orgânica, tornando-se mais escura quanto maior for o teor em matéria orgânica. Esta alternância reflecte a sazonalidade Verão (níveis mais claros) / Inverno (níveis mais escuros).

Olistostromas (e não olistrostomas) são grandes massas de material caótico incluidas em unidades liticas mais modernas, por acção tectónica ou gravitica. Por ex. olistostromas do Guadalquivir.

Olistolitos são blocos de grandes dimensões de rochas mais antigas incluídos em (ou caídos no seio de) rochas mais modernas.

Paulo Legoinha (pal@mail.fct.unl.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:54)
Resposta: Envio, na parte final da mensagem, a equivalência com as fases orogénicas europeias. Receio que haja alguma desformatação no e-mail; o melhor é consultar, mais tarde, na Geocábula do Geopor.

Cumprimentos,
Paulo Legoinha - Ciências da Terra (FCT, UNL)

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Isabelle Sacramento Grilo:
Em resposta à pergunta de Maria Adelaide Cardoso de 7 de Junho, posso tentar satisfazer só a primeira parte da sua pergunta e especialmente no que diz repeito à tectónica da América do Norte (que tem sido relativamente bem estudada):

America do Norte - Oeste:
- Orogenia Antler - Late Devonian/Early Mississippian
- Orogenia Sonoman - Permian/Triassic
- Orogenia Nevadan - Jurassic
- Orogenia Sevier - Cretaceous
- Orogenia Laramide - Late Cretaceous/Early Tertiary

America do Norte - Leste/Sul:
- Orogenia de "colisoes" - Archean (até 2,5 Ga)
- Orogenia Grenville - Proterozoic (1,2 - 1,0 Ga)
- Orogenia Taconic - Ordovician
- Orogenia Acadian/Caledonian - Silurian/Devonian
- Orogenia Alleghenian/Hercynian - Carboniferous

Fico à disposição se precisar de mais informações, visto que estas são muito resumidas.

Cumprimentos tectonicos,
Dept. Geological Sciences
San Diego State University - California - USA
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
OROGENIAS:

América do Norte - Oeste

Na Europa
Antler-Late Devonian/Early Mississippian Bretã (ciclo hercínico)
Sonoman-Permian/Triassic Palatina (ciclo hercínico)
Nevadan- Jurassic Neocimerica (ciclo alpino)
Sevier- Cretaceous Austriaca (ciclo alpino)
Laramide- Late Cretaceous/Early Tertiary Laramida
Pirenaica [Eocen-Oligoc.]

América do Norte - Leste/Sul

Orog. de "colisões"-Archean (até2,5 Ga)
Greenville-Proterozoic(1,2 - 1,0 Ga)
Pan-africana (fim do Proteroz.)
Assíntica (Limite Proter.-Cambr.
Taconic-Ordovician Tacónica (ciclo caledónico)
Acadian/Caledonian-Silurian/Devonian Ardénica (ciclo caledónico)
(ciclo hercínico)
Bretã
Alleghenian/Hercynian-Carboniferous Sudética-Carbon.inf. a med.
Saalica-Limite Carbon./Pérmico
Palatina - Final do Pérmico
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:34)
Resposta: São as sub-classes utilizadas na cartografia do Atlas do Ambiente Digital e, até ao momento, não encontrei forma de poder “equiparar” (se é que é possível!!!) com a classificação utilizada para os solos do sul de Portugal, em CARDOSO (1965).

Tiago Sousa

Contribuição 1

A carta incluída no Atlas do Ambiente é a seguinte: Cardoso, J.C.;Bessa, M.T. & Marado, M.B. (1973). Carta dos solos de Portugal (1:1000000), cuja memória descritiva foi publicada, com essa data, em: Sep. de Agronomia Lusitana, 33(1-4) pp 481-602.
Esta publicação existe cá na Biblioteca do ISA. Para obter alguma informação sobre as características dos solos, só mesmo consultando essa publicação. Chamo a atenção, porém, para o facto de que os critérios taxonómicos adoptados nessa carta se referem a uma das primeiras versões da Classificação dos Solos do Mundo da FAO/UNESCO (que entretanto sofreu diversas alterações) e que, portanto, é uma classificação de carácter bastante geral, pelo que as características específicas dos solos poderão variar muito no interior de cada agrupamento.

No que se refere a "equiparações", elas não são peremptórias, nem tão pouco biunívocas, pois as bases e pressupostos de classificação são diferentes. Em todo o caso, é possível estabelecer uma série de equivalências gerais, que eu julgo que estarão referidas na publicação que citei, até porque um dos seus autores é precisamente J. Carvalho Cardoso, que é também o "pai" da classificação dita portuguesa que foi aplicada aos solos do sul de Portugal em 1965.

Caso essas equivalências não estejam lá, de facto, estabelecidas, poderei, mais tarde, dar mais umas dicas sobre isso!

Nuno Cortez
Instituto Superior de Agronomia, Dep. Ciências do Ambiente
e-mail nunocortez@isa.utl.pt

Contribuição 2

Caso pretenda saber mais acerca da classificação de solos patente no Atlas do Ambiente, sugiro-lhe que siga este link:

http://www.fao.org/DOCREP/003/Y1899E/Y1899E00.HTM

Trata-se das Unidades Pedológicas estabelecidas segundo o esquema da FAO para a Carta dos Solos da Europa.

Alexandra Teixeira Cardoso, Geóloga
Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente

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Cambissolos calcicos
Cambissolos cromicos calcarios
Cambissolos cromicos calcarios verticos
Cambissolos districos
Cambissolos eutricos
Cambissolos humicos
Litossolos eutricos
Luvissolos calcicos verticos
Luvissolos ferricos
Luvissolos gleizados
Luvissolos gleizados albicos
Luvissolos orticos
Luvissolos plintiticos
Luvissolos rodocromicos
Luvissolos rodocromicos calcicos
Luvissolos rodocromicos calcicos verticos
Luvissolos verticos
Planossolos eutricos
Podzois orticos
Regossolos eutricos
Solonchaks gleizados
Vertissolos cromicos
Vertissolos cromicos calcarios
Vertissolos pelicos
Vertissolos pelicos calcarios
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:25)
Resposta: Uma rocha possui textura afanítica quando não se conseguem identificar os seus minerais a olho nú devido à sua pequena dimensão. No caso de um filão muito alterado o que pode acontecer é que esta alteração modifique completamente a textura inicial da rocha presente no filão (normalmente provocando a formação de minerais de argila e óxidos de ferro). No entanto, parece-me que não se deve utilizar o termo afanítico para descrever a textura do filão alterado, a menos que seja esta a textura da rocha inicial que ainda seja possivel identificar em partes menos alteradas do filão. A origem basáltica do filão só se pode comprovar se ainda for possivel observar a natureza basáltica da rocha que preencheu o filão. Como tal normalmente não é possível, utiliza-se uma designação mais genérica - filões de rocha básica.

José Brilha (jbrilha@dct.uminho.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:40)
Resposta: Eu sei que este tipo de erosão actua quando há uma alteração do nível de base e que também é responsável pelo recuo dos rápidos e das cataratas mas será que quando o rio escava o seu leito, na fase de juventude, este é o único tipo de erosão que actua? Como é que o rio regula o seu perfil de equilíbrio? Somente por erosão regressiva? E esta erosão regressiva estende-se a todos os sectores de rio ou só existe no curso superior?
Já agora, a velocidade da corrente é maior no curso superior, sendo esta a razão para os materiais encontrados neste troço dos rios serem de maior calibre? Faço esta pergunta porque vi um gráfico, num manual escolar, que relacionava a velocidade da corrente com a descarga (ou débito) e que apresentava um valor superior para a velocidade da corrente no curso inferior do rio. Desde já agradeço a resposta a estas minhas dúvidas.
Por último, gostaria de dar os meus parabéns aos mentores deste projecto porque se revela de grande utilidade no esclarecimento de aspectos que os livros não aprofundam ou tratam, por vezes, de forma algo duvidosa.
Nelson Pereira

Muito sinteticamente (porque há capítulos inteiros de livros sobre isso...):
  1. A erosão regressiva actua a montante, no sentido de recuar as zonas de cabeceira. Mas o próprio leito vai sendo escavado, "verticalmente", se não em todo o troço do rio, pelo menos nas áreas de cabeceira e intermédias (as áreas a jusante são essencialmente de sedimentação).
  2. A procura do perfil de equilíbrio faz-se exactamente por essa via: aprofundamento em grande parte do leito, sendo esse aprofundamento maior a montante e menor a jusante. Por isso o declive geral do rio diminui (basta fazer um esquema: traçar o perfil de um rio e "escavá-lo" mais a montante que a jusante, progressivamente, e ver o que acontece no desenho).
  3. A dimensão dos clastos depositados (que são exactamente e LaPalissemente aqueles que o rio já não consegue transportar mais...) é função da competência do rio, o que não depende estritamente da velocidade. O que se passa é que ao longo do rio o declive diminui (embora o caudal aumente...) e por isso a capacidade de transporte também diminui.
Espero ter dado algumas achegas gerais e básicas, suficientes para poder raciocinar no assunto. Detalhes mais específicos poderão ser encontrados em livros da especialidade.

Nuno Pimentel
GeoFCUL - Dep. Geologia da Fac. Ciências, Univ. Lisboa
CeGUL - Centro de Geologia da Universidade de Lisboa
pimentel@fc.ul.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:14)
Resposta: Bruno Fernandes

O termo Kolmatito parece-me que não existe, a não ser que seja uma rocha que vá kolmatar vazios deixados por outras. sorriso
O que me parece mais próximo é Komatiito (traduzindo directamente do termo inglês Komatiite). É uma rocha vulcânica ultramáfica que cristaliza a partir de magmas de alta temperatura com 18-32% de MgO. É composta por olivina, piroxena e alguma cromite numa matriz vítrea. Forma muitas vezes pillow-lavas e desenvolve textura spinifex.

Joaquim Simão
Univ. Nova de Lisboa (jars@helios.fct.unl.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:38)
Resposta: Ricardo Carvalhido, Sónia Ferreira e Elisabete Ribeiro

Contribuição 1

Gaspar and Inverno, 2000. Economic Geology, Vol95, 1259-1276

Daniel P. S. de Oliveira MSc (Witwatersrand)
Instituto Geológico e Mineiro

Contribuição 2

Experimentem este site:
http://www.wsu.edu:8080/~meinert/skarnHP.html
Usei-o para um trabalho de uma cadeira da parte curricular do mestrado e foi-me bastante útil! Espero que também o seja para vocês...
Boa sorte! sorriso*

Rita Martins
Instituto Geológico e Mineiro

Contribuição 3

Aqui vai um site só sobre skarns:
http://www.wsu.edu/~meinert/aboutskarn.html
Bom trabalho.

Paulo José A. Bravo A. Silva
Instituto Geológico e Mineiro
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 21:57)
Resposta: E também sobre a lei da constância dos ângulos interfaciais de um cristal.
Paula Eduarda Matos Neto

1. Gostava de saber tudo o que me possa informar sobre a formação de cristais.

A questão é muito vaga.
Procurando ajudar pode-se dizer que a matéria cristalina se pode formar, fundamentalmente, por 3 processos de cristalização:
-a partir de uma solução
-a partir de uma substância fundida
-a partir de um gás

A cristalização a partir de uma solução pode efectuar-se por evaporação lenta e gradual de soluções sobressaturadas, quer por diminuição da temperatura, quer por diminuição da pressão.
A partir de uma substância fundida também se pode dar Cristalização. Quando um magma arrefece os diferentes iões são atraídos uns pelos outros formando "núcleos cristalinos" dos diferentes minerais. A cristalização efectua-se pelo acarreio de iões, nas mesmas proporções em que formam as partículas constituintes da rocha sólida resultante.
A terceira forma de cristalização, a partir de um gás ou vapor, é menos frequente que as anteriores embora os princípios fundamentais sejam idênticos. Os átomos dos elementos dissociados agrupam-se lentamente quando se dá o arrefecimento de um gás, até formar um sólido com uma estrutura cristalina bem definida. Como exemplo deste modo de cristalização temos os cristais de enxofre que se formam por arrefecimento das fumarolas vulcânicas e vapores carregados de S (enxofre), nas regiões vulcânicas.

2. E também sobre a lei da constância dos ângulos interfaciais de um cristal.

A estrutura interna de qualquer substância cristalina é constante e está relacionada com as faces do cristal . A lei da constância dos ângulos ou lei de Romeu de l'Isle* traduz esta ideia ao afirmar que "em todos os cristais de uma mesma substância os ângulos formados por faces correspondentes no cristal são sempre os mesmos".
Este facto é importante em cristalografia pois permite identificar minerais pela medição de ângulos entre faces características nos cristais. Por exemplo: um cristal pode aparecer distorcido, isto é, com um desigual desenvolvimento de faces, mas os ângulos interfaciais correspondentes são sempre os mesmos.

*A lei da constância dos ângulos ou lei de Romeu de l'Isle (1736-1790) teve como base deducões de Niels Stenon Nicolaus (1638-1686) e Domenico Guglielmini (1655-1710) que levaram à sua descoberta.

Com os melhores geocumprimentos,
Joaquim Simão
Univ. Nova de Lisboa

N

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 21:49)
Resposta:

Contribuição 1

Peneplanicie - superfície hipotética para a qual as figuras da paisagem são reduzidas através de continua erosão fluvial e por deslocação de massas rochosas e de solo (mass wasting). Pediplanície - superfície degradacional formada junto ao sopé de relevos importantes, produzida em climas áridos. Esta pode estar quer exposta a superfícies, quer coberta por aluviões contemporâneos.
Tiago Alves (talves@fs1.ge.man.ac.uk)

Contribuição 2

Vão aqui moradas electrónicas de glossários de geologia e geomorfologia que podem ajudar a algumas questões:
http://www.geology.iastate.edu/new_100/glossary.html
http://www.geologylink.com/glossary/
http://www.geog.ouc.bc.ca/physgeog/physgeoglos/glossary.html
http://main.amu.edu.pl/~sgp/gw/gw1.htm
Isabelle Sacramento Grilo (isacrame@sciences.sdsu.edu)

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