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N

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:51)
Resposta: Obrigado

Em resposta à questão colocada, posso procurar esclarecer alguns aspectos:
  1. As areias de praia e de duna têm características bastante distintas, em resultado dos processos físicos e químicos que presidiraam ao seu transporte e deposição.
  2. Ao nível dos grãos individuais, é de esperar que as areias de praia sejam roladas ou sub-roladas e com superfície brilhante (em parte devido à acção química da água do mar); a areia pode ser mais ou menos grosseira (depende da energia da praia) e a calibragem do conjunto deve ser boa a moderada, podendo ser abundantes os bioclastos, além do quartzo predominante. Nas areias de Duna, os grãos são em geral também rolados, mas a superficie apresenta-se baça ou picotada (deviddo ao choque entre os grãos), sendo a areia não grosseira e a calibragem do conjunto sempre boa (quase só quartzo).
  3. Estas características-padrão podem ser um pouco modificadas, em função da proveniência dos grãos, ou seja, do local ou ambiente de onde provêm e do tempo que tiveram para evoluir no novo ambiente. Assim, um rio que lance abundantes areias num litoral irá gerar areias de praia com características (ainda) fluviais (grãos sub-angulosos, pouco brilhantes, pouco calibrados, com grãos de naturezas variadas (feldspatos, micas, litoclastos) se não houver tempo suficiente para elas evoluirem na praia. De igual modo, é frequente as areias de dunas litorais provirem da praia adjacente, podendo apenas alguns grãos ter adquirido as novas características tipicamente eólicas.
  4. Em relação ao cimento de um arenito, frequentemente ele é diagenético e por isso não será distintivo entre areias de praia e de duna. Em ambos os caso é frequente o cimento carbonatado, podendo haver ou não porosidade.
  5. Ao nível do afloramente e das estruturas observáveis, um arenito de praia pode ter laminações horizontais ou de baixo ângulo, por vezes marcadas por níveis de Minerais Pesados (negros). Poderá eventualmente haver laminações com 2 sentidos contrários, correspondentes à enchente e vazante. Os arenitos dunares distinguem-se por apresentar feixes mais espessos (até 1 ou 2 metros) com lâminas de maior dimensão e também com ângulos maiores (podendo ultrapassar os 20 ou 30 graus); em geral as direcções de inclinação variáveis mas dificilmente variam de 180 graus (direcções dos ventos dominantes).
  6. Um último factor distintivo pode ser a existência de marcas orgânicas. Nas areias de praia pode haver bioturbação sub-aquática por invertebrados, enquanto nas areias de duna podem existir marcas de raízes (rizoconcreções) e paleosolos (níveis vermelhos ou negros de vido à exposição sub-aérea.
  7. Finalmente, em relação ao Mioceínico de Carcavelos, há numerosos trabalhos escolares feitos na disciplina de Paleontologia no Dep. de Geologia da F.C.U.L. (orient. dos Profs. Mário Cachão e Marques da Silva), que poderão ajudar a compreender os ambientes então existentes.
Espero que estas notas gerais ajudem a esclarecer a questão colocada. Outras indicações mais detalhadas podem ser encontradas nos muitos livros de texto de Sedimentologia, infelizmente a quase totalidade em inglês.

Nuno Pimentel
GeoFCUL - Dep. Geologia da Fac. Ciências, Univ. Lisboa (Pimentel@fc.ul.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:07)
Resposta:

Contribuição 1

Hadean = Hadeano
Archaean = Arcaico (ou Arqueozóico)
Proterozoico = Proterozóico
Vendian = Vendiano

Não sei se em outras universidades portuguesas (segundo outras lógicas de aportuguesamento) utilizam estes termos com estas grafias ou se adoptaram outros.

Espero ter esclarecido as vossas dúvidas.

Carlos Marques da Silva (Paleo.Carlos@fc.ul.pt) :

Contribuição 2

Hadean: Hadaico
Archaean: Arcaico
Proterozoico: Proterozóico
Vendian : Vendiano - subdivisão geocronométrica do Precâmbrico, abrangendo o intervalo de tempo entre os 610 e os 570 Ma(milhões de anos).

Podem consultar uma tabela cronostratigrafica em http://www.dct.fct.unl.pt/GEOPOR/GPdiv/HTerra.JPG

Paulo Legoinha (pal@mail.fct.unl.pt ):

O

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:03)
Resposta: O conceito de fóssil vivo é problemático, senão contraditório! Se são vivos... não são fósseis!
São disso exemplo as bactérias contemporâneas da génese dos petróleos onde são encontradas.

O conceito refere-se a seres que ainda hoje existem e quase nada evoluiram em relação a formas idênticas conhecidas no registo fóssil (por exemplo, desde o Paleozóico - 248 a 540 Ma). Neste sentido podem ser considerados formas relíquia:
  1. Ginkgo biloba (àrvore), conhecida desde o Devónico (< 440 Ma);
  2. Lingula (braquiópode), conhecido desde o Ordovícico (< 495 Ma);
  3. Coelacanthus (peixe), conhecido fóssil desde o Devónico ao Cretácico; contudo, no século passado (1938) foram pescadas nas costas da África do Sul formas muito semelhantes que receberam o nome de Latimeria n. gen. em virtude do maior porte e peso bem como regrssão da ossificação.
Sobre esta questão escreveu um aluno (João Pedro Soares Fernandes/UNL) num trabalho de Paleontologia:

"Existem hoje na Terra animais que conseguiram permanecer imutáveis ao longo de centenas de milhões de anos, resistindo a extinções em massa, a inúmeros estímulos agressivos do meio e pondo mesmo em causa várias teorias da evolução. O nautilus, o tuatara, os celacantes, os peixes pulmonados... todos eles resistiram à mudança, aparentemente uma característica da vida, e continuam a viver do mesmo modo desde tempos ancestrais. Certos autores afirmam que muitos destes fósseis vivos habitam ambientes marinhos profundos (como é o caso do nautilus, do celacante e da neopilina), sujeitos a alterações mínimas no decurso do tempo. Mas como explicar a situação do tuatara, de diversas libelinhas, do ornitorrinco, dos onicoforados e de diversos peixes actinopterígeos que não se encontram nestas situações? Terão de ser repensados os processos que servem de motor à evolução... ou a excepção fará a regra?

Serão os fósseis vivos falhas da Natureza (ou falhas na concepção feita pelo homem)... ou prova da sua inteligência? E isto não seria o mesmo que perguntar: Será a bicicleta uma falha do intelecto humano... ou prova da sua inteligência, ocupando o seu devido lugar no panorama criativo humano? Será que a bicicleta é um "fóssil vivo" em relação à mota?"

Pontos de partida para pesquisa na internet:
http://www.newcreationism.org/StasisList.html
http://www.ucmp.berkeley.edu/vertebrates/coelecanth/coelecanths.html

Paulo Legoinha (pal@mail.fct.unl.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 21:46)
Resposta: Um vale tifónico é um vale associado a uma estrutura diapírica. Designa os vales situados no interior de diapiros extruídos à superfície, formados pela erosão diferencial entre os bordos, normalmente constituídos por rochas resistentes à erosão (ex: calcários), e o seu núcleo, normalmente constituído por rochas friáveis ou facilmente solúveis (ex: argilas, argilas evaporíticas, evaporitos). Este termos expressa um conceito geomorfológico e não estrutural. O termo foi criado pelo geólogo suíço Paul Choffat (final do século passado - início deste século) ("vallé typhonique") que deu um contributo extraordinário para a geologia portuguesa. A palavra tifónico está etimologicamente ligada à divindade egípcia das profundezas, chamada Tuphon (do grego).
José Carlos Kullberg (jck@fct.unl.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 21:45)
Resposta:

Contribuição 1

Conjunto de serras que ocupa uma posição central no território nacional. O soerguimento da Cordilheira Central Portuguesa fez-se, provavelmente, desde meados do Tortoniano (ca 9.5 Ma) até à actualidade, em sucessivas fases tectónicas.
Paulo Legoinha (pal@fct.unl.pt) & P. Proença e Cunha (pcunha@ci.uc.pt)

Contribuição 2

Quanto à Cordilheira Central, creio útil acrescentar que é um sistema montanhoso que tem a sua continuação para Espanha (onde tem a designação de Sistema Central). É um conjunto de relevos alongados segundo ENE-WSW, constituídos por blocos ("horsts") de terrenos paleozóicos. Em Espanha inclui as Serras de Guadarrama e de Gredos, e em Portugal inclui as Serras da Estrela, Gardunha e Lousã. Para SW parece ligar-se morfológicamente às Serras do Maciço Calcário Estremenho (Aire, Candeeiros, Montejunto), o que poderá corresponder à presença de idênticos "horsts" sob a cobertura mesozóica.
Nuno Pimentel - pimentel@fc.ul.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:44)
Resposta:

Contribuição 1

http://www.dct.fct.unl.pt/GGeo/GG1534-1571.html#1547

Diz-se do processo geológico ou do efeito que acontece à superfície terrestre ou próximo dela.

Paulo Legoinha (pal@fct.unl.pt) & P. Proença e Cunha (pcunha@ci.uc.pt)

Contribuição 2

A definição dada para EPIGÉNICO, e que está no léxico para que se remete, parece-me vaga. Isto apesar de ser a tradução literal da que está no dicionário geológico de bolso da Penguin (Whitten & Brooks). A definição apresentada aplicar-se-ia sim correctamente e etimologicamente a "exógeno". Aliás, vale epigénico está bem definido logo a seguir, e não faria sentido que fosse apenas "vale que se forma à superfície da terra", o que seria uma redundância ou quase um pleonasmo. EPI significa sobre (vd. epicentro, sobre o centro; epifauna, sobre outro organismo; epitaxial, sobre outro cristal). Assim sendo, epigenetico significa literalmente que se gera sobre algo (já existente no espaço ou no tempo), e não à superfície, da Terra neste caso. Em conclusão, creio que o significado para o adjectivo "epigenético" ou "epigénico" deve ser dado em função do substantivo a que se aplica, sob risco de termos uma definição tão genérica ou dúbia que depois não se pode aplicar ao substantivo em questão (como no caso acima referido, do VALE EPIGÉNICO).

Nuno Pimentel - pimentel@fc.ul.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:17)
Resposta: O que são complexos subvulcânicos?
Li que os pequenos maciços de Sintra, Sines e Monchique constituem três estruturas subvulcânicas, casos particulares da geologia portuguesa. Também sei que aqueles três maciços de idade alpina estão relacionados com a formação de caldeiras subterrâneas. Porquê? Estou um pouco confusa em relação a este assunto, poderão esclarecer-me?

Subvulcanismo é um domínio de formação de rochas ígneas (hipabissais) a profundidades relativamente pequenas na terra (Hipabissal=Subvulcânico).

"Ring dike" ou dique circular é a designação atribuída a intrusão magmática que se instala em fracturas de contorno mais ou menos circular, podendo em alguns casos, limitar uma bacia de subsidência.

Complexo subvulcânico será um complexo de rochas ígneas formado num domínio subvulcânico.

Caldeira: cratera, em geral de grandes dimensões, formada pelo colapso ou subsidência da parte central de um edifício vulcânico.
(O que é, para si, uma caldeira subterrânea?)

Soleira, dique, lacólito são alguns dos modos de jazida das rochas ígneas.

* Soleira, sill ou filão camada é um filão em que a intrusão magmática se deu ao longo dos planos de estratificação dando origem a uma massa tabular de faces paralelas aos estratos encaixantes.
* Dique: filão vertical
* Lacólito: intrusão lenticular plano-convexa ou biconvexa em que se admite que o magma seguiu inicialmente um plano de estratificação tendo posteriormente provocado o encurvamento do tecto.

Relativamente aos Maciços de Sines, Sintra e Monchique são, sem dúvida, muito importantes no contexto da geologia portuguesa. De modo muito resumido e citando, a título de exemplo, alguns autores:

Segundo ROCK (1983) o Maciço de Monchique talvez seja um facólito ou lacólito subvulcânico. Segundo TEIXEIRA (1962, 1980) o Maciço de Sintra tem estrutura anelar subvulcânica (tipo "ring dike"). Segundo CANILHO (1972), TEIXEIRA (1980) o Maciço de Sines tem estrutura anelar subvulcânica.

Os 3 maciços são atribuídos, de modo geral, ao final do Cretácico estando, mais uma vez a título de exemplo, datados:
-Maciço de Monchique (72 Ma, segundo ROCK (1983))
-Maciço de Sines (67-78 Ma, segundo CANILHO (1972))
-Maciço de Sintra (95,3±8 Ma, segundo ABRANCHES & CANILHO (1980))

Segundo COELHO (1974) os 3 maciços estariam integrados no mesmo processo tectónico-magmático relacionado com a abertura do Atlântico norte, formação de "rifts" e abertura do Golfo da Biscaia. Mais informaçÑo sobre datação e génese dos 3 maciços pode também ser obtida, por exemplo, em AIRES-BARROS (1979), MENDES (1967-68), GONÇALVES (1967) e em muitos outros trabalhos de vários autores. A lista de trabalhos referenciados não é de modo nenhum exaustiva. Foram aqueles que, na tentativa de dar resposta breve à Carolina, me estavam mais acessíveis.

Esperando ter contribuído para o esclarecimento da geo-dúvida,

Geocumprimentos,
J.Simão jars@helios.si.fct.unl.pt
----------

REFERÊNCIAS

ABRANCHES, M.C.B. & CANILHO, M.H. (1980)- Estudo de geocronologia e geologia isotópica, pelo método do rubídio-estrôncio, dos três maciços mesozóicos portugueses: Sintra, Sines e Monchique. Bol. Soc. Geol. Portugal, Lisboa, vol. XXII, pp. 385-390.

AIRES-BARROS, L. (1979)- Actividade ígnea pós-paleozóica no continente português (elementos para uma síntese crítica). Ciências da Terra, UNL, vol. 5, pp. 175-214.

CANILHO, M.H. (1972)- Estudo geológico-petrográfico do maciço eruptivo de Sines. Bol. Mus. Lab. Min. Geol. Fac. Ciên. Univ. Lisboa, vol 12(2).

COELHO, A.V.P. (1974)- Téctónica comum na génese dos maciços de Sintra, Sines e Monchique. Nota prévia. Bol. Soc. Geol. Portugal, Lisboa, vol. XIX(II), pp. 81-90.

GONÇALVES, F. (1967): Subsídios para o conhecimento geológico do maciço eruptivo de Monchique. Comun. Serv. Geol. Portugal, Lisboa, Tomo LII, pp 169-184.

GONÇALVES, F. & TEIXEIRA, C. (1980)- Introdução à Geologia de Portugal. I.N.I.C., Lisboa, 475 pp.

MENDES, F. (1967-68): Contribuition à l´étude géochronologique, par la méthode du strontion, des formations cristallines du Portugal. Bol. Mus. Lab. Min. Geol. Fac. Ciên. Univ. Lisboa, vol 11(1), 155 pp.

ROCK, N.M.S. (1983): Alguns aspectos geológicos, petrológicos e geoquímicos do complexo eruptivo de Monchique. Comun. Serv. Geol. Portugal, Lisboa, tomo 69 (2), pp.325-369.

TEIXEIRA, C. (1962)- La structure annulaire subvolcanique des massifs éruptifs de Sintra, Sines et Monchique. Estudos científicos oferecidos em homenagem ao Prof. Doutor J. Carrington da Costa, J.I.C.U., Lisboa, pp. 461-493.

P

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:48)
Resposta: Carolina dos Santos

No papel de probabilidades o espaçamento é grande nos valores percentuais mais baixos diminuindo até os 50% e a partir daqui tem uma distribuição simétrica.
Ora esta característica permite expandir os extremos da distribuição. Isto tem vantagens na identificação do comportamento das sub-populações que constituem as caudas das distribuições granulométricas, importantes para as interpretações relativas à dinâmica do fluxo responsável pelo transporte/deposição das partículas do sedimento em estudo.
Há vários parâmetros (por exemplo o 1º percentil) que se situam nestes extremos.

Por outro lado para quem utiliza os parâmetros estatísticos de Folk e Ward, ou outros igualmente obtidos por métodos gráficos, esta representação expandida da curva de distribuição acumulada nas porções mais significativas (sob o ponto de vista sedimentológico) permite diminuir o "erro" de leitura dos valores a partir da curva.

Já agora não esquecer que, utilizando os diâmetros classificados em unidades Fi:
  1. a curva de frequência cumulativa duma distribuição lognormal representada em papel de probabilidades é uma recta em vez da forma em "S" comum quando se usa uma escala aritmética vertical;
  2. a forma das curvas de sedimentos resultam dos processos geradores desses materiais e da disponibilidade de partículas de várias dimensões na fonte de origem;
  3. na maioria dos casos pode-se decompor a curva em segmentos de recta representando sub-populações de partículas que foram sujeitas a vários tipos de transporte (observar a decomposição da curva (Visher 1969)
Espero que tenha ficado mais esclarecida.
Cump.
Isabel Caetano Alves icaetano@dct.uminho.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:49)
Resposta: Após algumas buscas na web, encontrei uma representação que me parece bastante actual http://www.dct.fct.unl.pt/GEOPOR/GPdiv/HTerra.JPG. Porém, tenho dúvidas acerca da definição da data de transição entre o Hadaico e o Arcaico. É este diagrama coincidente com a representação maioritariamente aceite pelos geólogos portugueses?
Osvaldo Brasão

Nas tabelas internacionais o limite entre o Hadaico e o Arcaico é feito aos 3800 Ma (ver Harland, W.B et al. (1990) - A geologic time scale. Cambridge University Press, 163p).
Em Portugal não existem rochas tão antigas, por isso não creio que os geólogos portugueses se possam manifestar e discordar do valor aceite internacionalmente.

João Pais (DCT/UNL)
http://www.dct.fct.unl.pt/
http://www.dct.fct.unl.pt/JPais/JPDCT.html

Q

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 21:44)
Resposta:

Não existem rias actualmente em Portugal. Os ambientes de ria mais próximos situam-se no litoral galego. Alguns dos nossos sistemas lagunares e estuarinos (Lagoa de Albufeira e Melides, por exemplo) já foram, num passado recente (após 10 000 e até há cerca de 6000-5000 BP) rias.

Conceição Freitas
Univ. de Lisboa


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