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Q

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:00)
Resposta: Quanto a "oncóides" e "oncólitos"... referem-se a clastos esféricos, até 5-6 cm de diâmetro, formados por acreção de material sedimentar em torno de um grão, por acção de cianobactérias. Diferem dos oólitos pelo tamanho e pela origem relacionada com actividade biológica. Consulte esta página:
http://www.es.mq.edu.au/courses/GEOS260/carbonclass.htm

Aqui pode ver a imagem de um oncóide:
http://www.desertfishes.org/cuatroc/orgs/stromato/oncoid.jpg

Quanto às diferenças e semelhanças... creio que oncóide é a designação da estrutura original formada pelas cianobactérias; oncólitos serão restos ou fragmentos de oncóides que se encontram incluídos num determinado estrato ou camada sedimentar...
(Se algum colega mais especializado nestes domínios quiser acrescentar ou corrigir algo... esteja à vontade!)

Paulo Legoinha (pal@mail.fct.unl.pt)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:05)
Resposta: O termo palinologia foi criado por Hyde & Williams (1944 in Tschudy & Scott 1969) para designar o estudo de pólenes e esporos (fósseis e actuais). Grande parte dos palinólogos utilizam-no para designar o estudo de palinomorfos encontrados nas rochas sedimentares.

A palinologia constitui uma sub-divisão da paleobotânica, sendo o seu estudo facilitado por quatro características que os pólenes e esporos possuem (Tschudy e Scott 1969):
  • a grande resistência à degradação, o que facilita a preservação como fósseis;
  • as dimensões (normalmente inferiores a 150 micra), as quais possibilitam o transporte e a deposição em conjunto com sedimentos finos;
  • a complexidade morfológica, o que permite distinguir e caracterizar diferentes formas;
  • e a produção em elevado número, o que facilita a recolha e o estabelecimento de estudos estatísticos significativos.
Os palinomorfos representam partes preservadas de vários organismos ou estruturas orgânicas, com dimensões variando entre 10 e 500 micra. Nos palinomorfos são incluídos esporos, pólenes, microorganismos planctónicos e bentónicos com carapaça não mineralizada (dinoflagelados, quitinozoários, acritarcas). Muitos palinomorfos, especialmente pólenes, esporos e dinoflagelados, tendem a ser mais abundantes que outros fósseis. A esporopolenina, principal componente das paredes dos palinomorfos é provavelmente um dos compostos orgânicos mais inertes quimicamente.

A palinologia é importante para a Estratigrafia na medida que dá indicações acerca da idade relativa (tempo geológico) dos sedimentos e permite caracterizar os ambientes (temperatura, humidade, marinho/continental), em que se formaram os sedimentos que contém os palinomorfos:
  • os esporos e pólenes permitem-nos conhecer a evolução da vegetação na Terra (últimos 420 milhões de anos);
  • os microorganismos (foraminíferos, dinoflagelados, quitinozoários) planctónicos (que flutuam) e/ou bentónicos (que vivem junto ou enterrados nos fundos) dão-nos indicações acerca da idade relativa dos sedimentos e permitem estimar a profundidade, temperatura, luminosidade e salinidade das águas dos mares (e/ou lagos) em que viveram.
Assim, a palinologia ajuda-nos a conhecer melhor a evolução do planeta Terra, principalmente no que diz respeito à geografia e climas.

Lígia Sousa ls@mail.fct.unl.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:18)
Resposta: Os granitos formam-se no interior da crusta a profundidades intermédias.

Durante a fase de arrefecimento, a rocha forma-se sob determinadas condições de pressão hidrostática (proveniente da carga do material sobrejacente), diferentes das condições normais de pressão existentes à superfície (1 atmosfera).

Quando o material sobrejacente é erodido e o granito fica, assim, próximo da superfície, ou mesmo exposto, as tensões existentes nos maciços tendem a libertar-se. Devido a essa libertação de tensões, formam-se diaclases, em particular as subhorizontais; a acompanhar esta família, geram-se geralmente outras duas, subverticais e, portanto, três famílias subperpendiculares entre si.

José Kullberg jck@fct.unl.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:07)
Resposta: As características morfológicas dos seres vivos resultam de adaptações dos seus organismos às condições físico-químicas dos ambientes em que vivem, ou explicam-se pela sua função (protecção contra predadores, defesa contra factores físicos ou químicos desfavoráveis, promover/facilitar a reprodução, etc).

Relativamente às carapacas dos foraminíferos passa-se o mesmo. As formas planctónicas desenvolvem carapaças com câmaras globosas pois estas facilitam a flutuação. No caso dos bentónicos, se o substracto for arenoso e houver um forte acarreio de partículas detríticas, então, predominam carapaças de tipo aglutinado, isto é, construídas pela aglutinação através de um cimento orgânico de partículas que constituem o substracto.

Por vezes, variações na intensidade da ornamentação (nódulos, espinhas, costilhas, rugosidades, etc.) e porosidade das conchas parecem justificar-se com variações de salinidade, temperatura e profundidade dos ambientes.

Modificações do sentido de enrolamento das carapaças, de certas espécies planctónicas, correlacionam-se com mudanças da temperatura das àguas do mar (periodos mais quentes/periodos mais frios).

Podem encontrar-se ainda, mais raramente, formas anormais ou aberrantes, de certas espécies, que se explicam pela ocorrência de condições ambientais muito desfavoráveis ("stress" ambiental).

Paulo Legoinha pal@mail.fct.unl.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:32)
Resposta:

Contribuição 1

Estas informações podem ser obtidas junto da Divisão de Estatística ou do Depto. de Prospecção de Minerais não Metálicos do IGM.
Contactos:

Div. Estatística: tel. 353 75 96 (Sede - R. Almirante Barroso)
Depto. não Metálicos: tel: 471 89 22 (Centro de Dados - Alfragide)

Carlos Laiginhas (carlos.laiginhas@igm.pt)

Contribuição 2

Dados sobre exportação de granitos, referentes a 1996:

a) Granitos em bloco e serrados

Total 170.279 ton (3.451.444 contos), dos quais foram para a UE 133 390 ton (1.951.884 contos)

b) Granitos em obra

Total 31.339 ton (2.355.087 contos), dos quais foram para a UE 15 605 ton (1.808 031 contos)

c) Pedra para calcetamento

Total 417.169 ton (6.033.756 contos), dos quais para a UE foram 364.879 ton (5.178.704 contos)

A maior parte dos valores desta pedra para calcetamento é referente a granitos, mas não deverá ser esquecido também a exportação da pedra para calçada portuguesa (calcário).

Outros dados mais pormenorizados poderá obter no "Boletim de Minas" Vol. 34, nº 1, 1997.

Não existem leis específicas para a exportação de granitos, que se regula pela lei geral de movimentação de mercadorias na UE.

João Correia Marques (CTCV ) - Cmarques@ctcv.pt

Contribuição 3

Segundo a públicação do IGM com a informação estatística de 1986/1995 (rochas ornamentais), a Alemanha foi a país europeu com maior importação de granitos e rochas similares (43900 Toneladas), seguida da Espanha com 35600 Toneladas (dados de 1995).

Bem, quanto à legislação não consegui encontrar nada, mas acho que a colega se devia dirigir à Sede do IGM de forma a conseguir dados mais actualizados.

Sede do IGM: Rua Almirante Barroso, 38, 1000 LISBOA (à Estefânia)
telefone: 3537596 - fax: 3537709 - email: igmsede@igm.pt

Paulo Henriques (paulo.henriques@IGM.pt)

Contribuição 4

Talvez indo à pagina do Instituto Geológico e Mineiro http://www.igm.pt ....uma sugestão....duas questões:

Há listas de preços dos produtos derivados da exploraçao dos granitos? Alguém sabe quanto pode custar uma pedreira de granito não ornamental?

ACarvalho

Contribuição 5

Ver as páginas da internet do ICEP (www.icep.pt).

Domingos Rodrigues
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:30)
Resposta: Não consigo perceber se designamos de brecha uma rocha que se encontra mais ou menos esmagada, ou se nos referimos especificamente a uma rocha vulcanica ou sedimentar. Nota, a minha confusão gerou-se aquando de uma visita, relacionada com a cadeira de Geologia de Portugal em que visitamos a Praia Norte da Nazaré em que aflorava uma brecha e posteriormente aquando da visita do Vulcão da Papoa em que nos foi mostrada uma brecha vulcânica.

Contribuição 1

Brecha é utilizada com vários significados.
Pode ser:

  • brecha de falha- rocha que se encontra mais ou menos esmagada, na caixa de falha.
  • brecha sedimentar- rocha sedimentar detrítica, constituída por clastos angulosos a pouco rolados, de dimensão superior à da areia, agregados por matriz e/ou por cimento.
  • brecha vulcânica - equivalente à anterior, mas cujos clastos são pedaços de lava e poderão estar "mais ou menos agregados" por outros materiais sedimentares ou outros materiais lávicos (vidro vulcânico, outras escoadas, etc).

Isabel Caetano Alves (icaetano@dct.uminho.pt)
Universidade do Minho

Contribuição 2

Brecha é um termo genérico usado para referir rochas sedimentares ou eruptivas constituídas por fragmentos angulosos, de dimensão superior a 2 mm, unidos por um cimento.

Mas se consultar o "Glossário geológico - online" provalvelmente ficará admirada com a enorme variedade de brechas (e brechinhas!!) que existem, desde "brecha arenítica" até "brecha salífera" passando por "brecha caótica" e já
para não falar de "brechóide" ou "brechiforme"... :

http://www.dct.fct.unl.pt/GGeo/GG864-892.html#875
http://www.dct.fct.unl.pt/GGeo/GG893-928.html

Brecha de ossos:
Camada sedimentar, brechóide, devido à abundância de fragmentos ósseos. O cimento detrítico, carbonatado e/ou argiloso é, em geral, fortemente fosfatado.

Brecha sedimentar:
Rocha sedimentar, grosseira, composta de fragmentos angulosos.

Brecha tectónica:
Brecha constituída por fragmentos angulosos e subangulosos, cimentados por matriz de elementos mais finos resultante da acção de forças tectónicas.

Brecha vulcânica:
Termo geral designativo de rocha constituída por fragmentos de rochas lávicas.
Há muitas variedades de brechas, a que compete uma nomenclatura variada.

Paulo Legoinha (pal@mail.fct.unl.pt)
Universidade Nova de Lisboa
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:13)
Resposta: Tal como o nome indica é a deslocação da barra (como um corpo sedimentar) para uma nova posição, como resposta à movimentação dos sedimentos por efeito dum fluxo aquoso. Isto pode acontecer por alteração induzida no sentido do movimento da corrente, na sua velocidade, etc. Trata-se dum evento geológico de escala diferente daquela em que incluímos as transgressões e regressões.

Isabel Caetano Alves (icaetano@dct.uminho.pt)
Universidade do Minho
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 21:59)
Resposta: As rochas são formadas por cristais ou minerais ?
Fernando Alves

Contribuição 1

As rochas são associações naturais de minerais. Minerais, por sua vez, são substâncias naturais, com estrutura cristalina e com uma composição química bem definida. Os minerais podem ocorrer na Natureza em cristais isolados ou agregados. os cristais podem ser macroscópicos ou microscópicos, podem ser geometricamente perfeitos ou não apresentar nenhuma forma regular.
Isto é, um mineral é uma substância (com as características mencionadas) mas a forma como ocorre é em cristais (uma vez que possui uma estrutura cristalina).
De um modo muito simplista, podemos fazer a seguinte analogia: a madeira é uma substância que pode estar na forma de mesa, porta, cadeira, etc.

José B. R. Brilha
Departamento de Ciências da Terra

Contribuição 2

Vamos começar do princípio, ou seja, o que é um cristal e o que é um mineral:

Um cristal é uma porção de matéria cristalina limitada por faces naturais. Ou seja, para que uma determinada forma geométrica seja um cristal, é necessário que seja constituída por matéria cristalina e que as faces visíveis sejam naturais e não feitas pelo homem.

Quanto ao mineral, a questão é complexa. Isto é, existem diversas formas de definir um mineral, mas vamos pela chamada "definição intuitiva".

  1. É fora de questão que um mineral é uma substância natural. Isto exclui qualquer substância, cristalina ou não, feita pelo homem. Isto é, um diamante natural é um mineral, um diamante artificial não é.
  2. Um mineral, como "intuitivamente" se entende, é uma substância sólida. Notem que, no sentido restrito do termo, isto implica que tenha uma estrutura interna cristalina, pois, de acordo com a Física, uma substância amorfa não é mais do que um líquido extrememente viscoso (por exemplo, ao longo dos séculos verifica-se o "escorrimento" de vidros de janela - nos vitrais de igrejas da Idade Média, por exemplo).
  3. Derivado da anterior, um mineral é constituído por matéria cristalina.
  4. Um mineral tem composição química definida (pode, é certo, variar entre limites bem definidos). Isto por contraposição a uma composição química "fixa", que não admite variação. Como exemplo, temos a série das olivinas, p. ex., que variam continuamente entre dois limites perfeitamente definidos (a faialite e a forsterite).
  5. Um mineral tem génese inorgânica (temos de nos basear, de novo, no conceito "intuitivo" de mineral)
Temos, assim, em resumo, que um mineral é uma substância natural, sólida, cristalina, de génese inorgânica, e de composição química bem definida.

Assim, a resposta à questão é a de que um mineral pode, ou não, ter uma forma cristalina e um cristal pode, ou não, ser um mineral. (não podia ser mais ambíguo)

>As rochas são formadas por cristais ou minerais ?
As rochas são, na sua maioria, formadas por minerais, com várias excepções (por exemplo, vidros vulcânicos, ou rochas orgânicas)

Félix Mendes
Min. da Educação

Contribuição 3

Em relação à definição de mineral não será importante dizer que há minerais líquidos como o mercúrio, ou é errado? E que a estrutura interna cristalina não é mais que o arranjo "atómico" ´(ou iónico) ordenado? É que esta dúvida que foi posta é muito frequente entre alunos e até entre professores do secundário! Há manuais escolares que até dizem que a "textura" dos minerais, pode ser cristalina ou vítrea (vide manual da Porto Editora, 11º ano, versão de 1997).

Edite Bolacha
Prof.ª Ensino Secundário

Contribuição 4

Para criar alguma entropia aqui vão alguns conceitos:

Cristais e Minerais

Cristal (sentido lato) - qualquer porção de matéria cristalina, ou seja com estrutura interna ordenada (arranjo regular, periódico, dos átomos ou grupo de átomos que constituem determinada substância).

Cristal (sentido restrito) - porção de matéria cristalina que assumiu a forma de um poliedro (sólido geométrico), em consequência da sua estrutura interna ordenada.

Mineral - corpo sólido, natural e inorgânico, com uma estrutura interna cristalina, com composição química bem definida (fixa ou variável entre certos limites também bem definidos) e podendo assumir a forma de um poliedro
(cristal no seu sentido restrito).

Desta definição de mineral (que é bastante restritiva) citam-se alguns exemplos de possíveis exclusões:
1. mercúrio nativo - uma vez que não é sólido;
2. opala - uma vez que não tem estrutura interna cristalina mas sim amorfa, sendo classificada como um mineralóide;
3. pérola - uma vez que não é inorgânica mas sim produzida por um animal;
4. limonite - óxido de ferro hidratado sem estrutura interna cristalina;
5. âmbar - uma vez que não é inorgânico mas sim uma resina fóssil
produzida por gimnospérmicas.

E já agora fica para discussão: o Gelo - mineral ou não?

Rochas
As rochas podem ser constituídas por três grandes grupos de substâncias:
- matéria cristalina (que mais não é do que os minerais e que pela
definição acima são cristais no sentido lato do termo);
- matéria amorfa (matéria que não têm estrutura interna ordenada);
- matéria de origem orgânica (restos de organismos tais como os fósseis).

As rochas mais comuns serão aquelas que apenas são constituídas por matéria cristalina. Como exemplos podemos citar o Granito. Algumas rochas poderão apresentar apenas matéria amorfa. Como exemplo podemos citar os vidros vulcânicos. Outras terão parte de matéria amorfa e de matéria cristalina. Como exemplo podemos citar o basalto, rocha onde se distinguem alguns minerais (como a olivina e a piroxena) mas que também possui porções de matéria vítrea. Grande parte das rochas sedimentares, além de matéria cristalina, possuem na sua composição matéria de origem orgânica, são por excelência aquelas onde se podem encontrar fósseis (restos de conchas, carapaças, ossos, ovos, excrementos- também designados coprólitos, etc.). Como exemplos mais comuns podemos citar as margas ou os calcários. Algumas rochas são consideradas como tendo apenas matéria de origem orgânica (embora isto seja muito difícil de acontecer, uma vez que nas bacias de sedimentação tanto entra a matéria mineral como a matéria de origem orgânica). São vários os exemplos que podemos citar:
- os diatomitos - rochas constituídas, quase exclusivamente, por carapaças de diatomáceas;
- os carvões (lignite, carvão betuminoso e antracite) - rochas constituídas, quase exclusivamente, por restos de vegetais;
- os petróleos - rocha líquida constituída, quase esclusivamente, por matéria orgânica de origem planctónica.

E já agora fica para discussão:
1. a Turfa - rocha ou não?
2. a Areia - rocha ou não?

A. Guerner Dias
Univ. do Porto

Contribuição 5

> E já agora fica para discussão: o Gelo - mineral ou não?

O glossário da Julia Jackson, 4ª edição, do Instituto Geológico Americano diz o seguinte:

mineral:
a) a naturally occurring inorganic element or compound having a periodically repeating arrangement of atoms and characteristic chemical composition, resulting in distintive physical properties.

b) an element or chemical compound that is crystalline and that has formed as a result of geologic processes. Materials formed by geologic processes from artificial substances are no longer accepted (after 1995) as new minerals.
Mercury, a liquid, is a traditional exception to the cristallinity rule.
Water is not a mineral (although ice is), and crystalline biologic and artificial materials are not minerals.

c) any naturally formed inorganic material, i.e. a member of the mineral kingdom as opposed to the plant and animal kingdoms.

mineraloid - a naturally occuring, usually inorganic substance that is not considered to be a mineral because it is amorphous and thus lacks a periodically repeating arrangement of atoms. e.g. opal. Syn: gel mineral

> 1. a Turfa - rocha ou não?
Voto não, mas talvez esteja em vias de ser, sim.

> 2. a Areia - rocha ou não?
Que mais poderia ser? Um agregado mineral ? Mas se isto mesmo é a definição de rocha!! Por amor de Deus, não brinquem com as definições... que ainda (me) confundem os alunos.

A verdadeira questao é a de saber se a pedra do rim é um mineraloide... ou não?


>Edite Bolacha escreveu:
>Há manuais escolares que até dizem que a "textura" dos minerais, pode ser cristalina ou vítrea (vide manual da Porto Editora, 11º ano, versão de 1997).
Não é muito grave; cristalina (adjectivo) : transparente como cristal; límpida; clara.

No entanto seria conveniente evitar, dada a possível confusão com o termo "estrutura". Estrutura cristalina é o tal arranjo atómico que se repete periodicamente (e que para o cidadão comum nada tem de transparente, límpido ou claro - talvez por isso tanta confusão!). "Textura" e "Estrutura" não devem ser usados como sinónimos.

Paulo Legoinha
Univ. Nova de Lisboa
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:35)
Resposta: Inês Pedro
E. S. de Oliveira do Bairro

Contribuição 1
(uma entre muitas possíveis definições):
Conjunto de materiais minerais e orgânicos que se encontram à superfície terrestre, resultantes da inter-acção da atmosfera, hidrosfera e biosfera com as rochas aflorantes. Esses materiais tendem a apresentar níveis horizontais (designados por "horizontes") com aumento do grau de transformação dos minerais e aumento da matéria orgânica, para o topo, desde a rocha sã até à superfície em contacto com a atmosfera.
Nuno Pimentel

GeoFCUL - Dep. Geologia da Fac. Ciências, Univ. Lisboa
CeGUL - Centro de Geologia da Universidade de Lisboa
E-mail: Pimentel@fc.ul.pt

Contribuição 2
O solo é o meio natural para o desenvolvimento das plantas, e geralmente forma-se acima das rochas devido em parte à erosão das mesmas ( produzindo argilas, por exemplo).
Também contém matéria orgânica ou humus (provinda do apodrecimento das plantas, animais e bactérias).

Isabelle SacramentoGrilo
Dept of Geological Sciences
San Diego State University
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:34)
Resposta: Inês Pedro
E. S. de Oliveira do Bairro

A diferença existe na maneira como ocorrem estes objectos relativamente à atmosfera da Terra. Realmente são todos feitos da mesma matéria: pedaços de rocha interplanetária (composta de carbono ou silicatos e metal) provindos da formação do sistema solar (4,6 biliões de anos atràs). O meteoróide, medindo cerca de 100 m ou menos de diametro, orbita o sistema solar sem necessáriamente entrar em contacto com a nossa atmosfera. O meteoro já entra em contacto com a atmosfera – é o que nós chamamos uma "estrela cadente", embora não seja estrela alguma. O que vemos é a fricção do ar contra o objecto que se aproxima a grande velocidade, produzindo calor e um flash de luz.
O meteorito, por seu turno, sobrevive, digamos, a passagem a alta temperatura pela atmosfera e despinha-se contra a superfície da terra, sendo agora uma rocha que se encontra na terra. Pode ser de diversos tamanhos, mas geralmente a atmosfera desfaz o objecto em pedaços mais pequenos do que o original.

Isabelle Sacramento Grilo
Dept of Geological Sciences
San Diego State University

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