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R

Pergunta:
(Última edição: Quinta, 2 Outubro 2008, 05:26)
Resposta:

Contribuição 1

Algumas informações:
Não são fósseis muito frequentes, mas encontram-se por vezes bem conservados em camadas continentais desde o Devónico. Fósseis de formas actuais são conhecidos nos sedimentos de lagos e lagunas do Carbonífero. Gafanhotos, vespas e borboletas aparecem apenas no Jurássico. As térmitas e formigas só ocorrem desde o Terciário.

Paulo Legoinha (pal@fct.unl.pt)

Contribuição 2

Os Insectos derivam de um ramo de artrópodes chamado Uniramia. Os taxon Arthropoda é composto por 3 grandes grupos: Chelicerata (aranhas, merostomados e afins), Trilobita e Uniramia (crustáceos, diplopodes, quilopodes, Symphyla, insectos e afins).

Os artrópodes têm ancestrais comuns com os anelídeos, Onychophora e Tardigrada. Uma das ideias mais aceites é que os artrópodes descendem de anelídeos poliquetas ou dos seus ancestrais. O grupo actual mais próximo taxonomicamente com os insectos é o pequeno grupo dos Symphyla com cerca 160 espécies. Relativamente aos artrópodes os grupos mais aproximados são os Onychophora (com cerca de 65 espécies) e os Tardigrada (com cerca de 300 espécies).

Octávio Mateus (museulourinha@mail.telepac.pt)

Obrigado a todos os que me responderam sobre a evolução dos insectos. Se não é abusar dos vossos conhecimentos e simpatia ;), peguntava, se os artrópodes e anelídeos têm uma origem comum com os chordata, ou se divergiram antes se poderem chamar artropodes, anelídeos e chordata, e qual a sua relação com os outros filos (nematoda, platielmintes, etc).

Logicamente que todos os seres vivos têm, algures no processo evolutivo, um ancestral comum. A questão é: têm um ancestral comum recente?
Os artrópodes e anelídeos pouco ou nada têm relacionados com os cordados. Atenção que nós, humanos, somos cordados e de um grupo claramente distinto dos artrópodes. Os anelídeos e artrópodes são muito mais antigos e primitivos.

A maior parte dos invertebrados pertence ao grupo Protostomia enquanto que os equinodermes, hemicordados e cordados (dentro deste os vertebrados) pertençem aos Deutrostomia. A grande diferença é a estrutura citológida e histológica dos deutrostómios que possuem mesoderme derivada da epiderme, e no desenvolvimento embrionário na formação da mesma.

Resumindo, a separação entre Protostómios (artrópodes, anelídeos, nemátodes, platelmintes, etc.) e Deutrostómios (cordados e afins) deu-se logo no início da evolução animal no Pré-Câmbrico e Câmbrico, enquanto eram seres semelhantes a larvas. São animais bastante diferentes, quer na estrutura quer na taxonomia, e pouco têm em comum além de serem ambos celomados (taxon Coelomata).

Octávio Mateus (museulourinha@mail.telepac.pt)

S

Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:26)
Resposta: Isto vem em sequência da leitura de um livro de texto para o 10º ano que fala em magma com origem na crosta continental.
Liliana Antunes

Os magmas podem ter origens diversas. Podem gerar-se por fusão de materiais do manto (magma mantélico, genericamente de composição básica) ou por fusão de materiais da crusta (magma crustal, essencialmente ácido a intermédio). Sugere-se a consulta da seguinte publicação:
WILSON M. (1989). Igneous Petrogenesis. Unwin Hyman.

Graciete Dias (Dep. de Ciências da Terra - Univ. do Minho)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:53)
Resposta: Maremoto é o mesmo fenómeno que "tsunami". Tsunami é uma palavra de origem japonesa.
Um maremoto (ou tsunami) é provocado por um sismo cujo epicentro se localiza no mar. Não é um sismo. É uma consequência de um sismo (submarino).

Aqui vão as definições pertinentes:

sismo
s. m. tremor de terra.

maremoto
s. m.(geog.) grande agitação das águas maritimas por vibrações sísmicas, erupções vulcânicas submarinas ou fenómenos de abatimento do fundo, que originam ondas solitárias; invasão da costa e do litoral pela onda solitária devastadora.

epicentro
s. m. (geog.) região da superfície terrestre, por cima do hipocentro, onde é máxima a intensidade de um abalo sísmico e onde este atingiu em primeiro lugar a superfície do solo.

hipocentro
s. m. região do interior da Terra onde se origina um sismo.

tsunami
s. m. (geog.) palavra japonesa que designa vaga alterosa provocada por um tremor de terra submarino, por uma erupção vulcânica ou por um tufão; maremoto.

--------------------
tsu·na·mi
Pronunciation: (t)su-'nä-mE
Function: noun
Inflected Form(s): plural tsunamis also tsunami
Etymology: Japanese, from "tsu"= harbor + "nami" wave
Date: 1897
: a great sea wave produced by submarine earth movement or volcanic eruption : TIDAL WAVE
- tsu·na·mic /-mik/ adjective
---------------------

Paulo Legoinha pal@mail.fct.unl.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:52)
Resposta: Sou estudante de Eng. Quimica na Universidade Federal de Santa Catarina e venho por meio deste solicitar ajuda a uma pequisa que estou efetuando. Eu sei que para determinar a presença de matéria orgânica em argilas podemos efetuar uma combustão a seco, análise com água oxigenada e dicromato de potássio. Bem a pergunta é a seguinte : Existe um método mais atual para se fazer essa determinação?

Os métodos de determinação da matéria orgânica são vários:
  • combustão a seco a 450 °C - método pouco preciso; o que na verdade se está a determinar é a perda ao rubro;
  • digestão da mostra com peróxido de hidrogénio (matéria orgânica = diferença de peso entre a amostra antes e depois de ser tratada com H2O2) - permite determinar aproximadamente a matéria orgânica ; o problema é que o peróxido de hidrogénio "dissolve" não só a matéria orgânica, mas também todos os elementos que estejam ligados à matéria orgânica, por exemplo sob a forma de complexos organo-metálicos;
  • digestão da amostra com dicromato de potássio e doseamento do excesso de dicromato com sulfato ferroso amoniacal (sal de Mohr) - este método é bastante usado, por exemplo na análise da matéria orgânica em solos, sendo bastante rigoroso;
Maria Estela Rodrigues Martins mmartins@geo.ua.pt, mem@zeus.ci.ua.pt
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:09)
Resposta:

Contribuição 1

Balanídeos são crustáceos que apresentam concha calcária no estado adulto. Fixam-se a rochas do fundo do mar ou a outros substratos. Caracterizam a fácies costeira (zona entre-marés). Algumas formas estão adaptados à vida recifal, outras podem fixar-se a baleias e tartarugas.

Paulo Legoinha pal@mail.fct.unl.pt

Contribuição 2

Por Sirénios designam-se os mamíferos marinhos pertencentes à ordem Sirenia, representada actualmente por 4 espécies (3 manatins e 1 dugongo). Outros nomes comuns utilizados são peixe-boi, vaca-marinha, etc.

O seu registo fóssil estende-se do Eocénico inferior à actualidade, tendo atingido uma maior diversidade como grupo durante o Miocénico (quando também ocorreram em Portugal).

Reconhecem-se afinidades com outras ordens actuais de mamíferos, nomeadamente os Proboscidea (elefantes) e Hyracoidea (daimões), sugerindo uma origem comum destes grupos a partir de ungulados primitivos paleogénicos.

Os Sirénios são os únicos mamíferos marinhos actuais com uma dieta herbívora, alimentando-se de algas e vegetação marinha. Na sua grande maioria são habitantes de meios aquáticos pouco profundos abrigados (zonas costeiras, estuarinas e/ou fluviais), em regiões tropicais a subtropicais, propícias à ocorrência da vegetação que constitui a sua alimentação.

A excepção consistiu numa linhagem surgida durante o Miocénico no Nordeste do Pacífico, que viria a dar origem ao Peixe-boi-de-Steller, adaptado a águas mais frias e a uma dieta exclusiva de bodelha (alga marinha). Esta espécie extinguiu-se em tempos históricos (por volta de 1750), por acção do Homem, apenas 25 anos após a sua descoberta para a ciência.

Mário Estevens estevens@mail.telepac.pt

T

Pergunta:
(Última edição: Quinta, 2 Outubro 2008, 05:30)
Resposta: Alguém poderá esclarecer-me sobre o valor mais correcto?

Contribuição 1

Diria que está entre 4600 e 4500 milhões de anos (... sabe-se lá até quando!). De outro modo: a idade da Terra - determinada através de uma série de medicões radiométricas (Rb-Sr) em meteoritos - é de 4550 milhões de anos, mais ou menos 1% de erro, ou seja... 4595,5 milhões de anos a 4504.5 milhões de anos. Há quem refira pura e simplesmente 4560 milhões de anos.
Enfim, à escala humana qualquer um dos valores indicados é correctissimo!!
Cumprimentos.
Consultas aconselhadas (em inglês, sorry!):
http://www.talkorigins.org/faqs/faq-age-of-earth.html
http://www.dinosauria.com/dml/history.htm


Paulo Legoinha
Univ. Nova de Lisboa

Contribuição 2

Achei oportuno contribuir com este pequeno texto face ao mail do colega Paulo Legoinha que se indaga quanto à idade da terra.
Em Janeiro de 2001 surgem dois artigos na revista NATURE (vol. 409, Janeiro 2001);
1. Wilde et al., 2001. Evidence from detrital zircons for the existence of continental crust and oceans on the earth 4.4. Gyr ago, e
2. Mojzsls et al., 2001. Oxygen isotope evidence from ancient zircons for liquid water at the earth's surface 4.300 Myr ago, que são bastante fáceis de digerir e que apontam para a formação da terra entre 4.550 and 4.030 milhões de anos mas o mais interessante é que o primeiro artigo demonstra que conseguiram datar um cristal de zircão a 4.4 Ga o que torna claro a existência de crusta terrestre com essa idade.
Para os que não querem dar ao trabalho de procurar as ditas referências bibliograficas uma síntese destes dois artigos foi publicada pelo Diário de Notícias em 10 de Janeiro.

Daniel de Oliveira
Instituto Geológico e Mineiro - Alfragide

Contribuição 3

Muito interessante, mesmo. Como poderá ser dificil encontrar os referidos textos, aqui envio o link do press release que contem os elementos principais do assunto.
Esta descoberta parece não bulir com a idade admitida para a origem da Terra (4550±1% milhões de anos).

O que ela mostra, aliás surpreendentemente, é que aos 4400 milhões de anos (Ma) já a Terra estava suficientemente fria para existir crusta e até àgua, numa altura em que se pensava que era ainda uma bola de magma incandescente bombardeado por meteoritos.

Ora, e corrijam-me se estiver errado, das duas uma: ou o arrefecimento do magma pode ser mais rápido do que se pensa, ou a Terra é talvez ainda mais antiga do que se admite.

De qualquer modo é espantoso como um minusculo grão de zircão da Terra pode por em causa a teoria da formação da Lua!!!

"This early age restricts theories for the formation of the moon," Valley says. "Perhaps the moon formed earlier than we thought, or by a different process." Another intriguing question is whether or not life may have arisen at that early time. Low temperatures and water are preconditions for life. The earliest known biochemical evidence for life and for a hydrosphere is estimated at 3.85 billion years ago, and the oldest microfossils are 3.5 billion years old."

Também faz pensar se a Vida tera' aparecido na Terra ainda mais cedo ...

Observem esta figura.

Em sintese:

"Big Bang" / Origem do Sistema solar --> Formação da Terra e da Lua (4600 a 4500 Ma) --> Intenso bombardeamento por meteoritos, possivelmente eliminando, por várias vezes, a vida primitiva antes de alguma ter sobrevivido (4500 a 3800 Ma) --> a Vida estabelece-se definitivamente (4400 a 3800 Ma) --> primeiros indícios de Vida (estromatolitos) em rochas da Groenelândia (3800 Ma) --> primeiros fósseis semelhantes a cianobacterias, na Austrália e África do Sul (3500 Ma) --> aparição das primeiras células autotróficas/fotossíntese, libertação de O2 (3000 a 2500 Ma) --> atmosfera oxidante (2000 Ma) --> células eucarióticas (2000 a 1500 Ma) --> reprodução sexuada, acréscimo da variação genética e aceleração da Evolução biológica (1500 a 1000 Ma) --> organismos multicelulares (1000 a 700 Ma) --> multiplicação de animais providos de esqueleto (desde 540 Ma, Câmbrico) --> evolução de animais e plantas até a actualidade -->

Futuro --> redução drástica da diversidade devido à acção do Homem ( 2000 anos DC) --> aparição do Ciberóide, Homo virtualis (2050 a 2100 anos DC) --> extinção do Homo sapiens (2150 a 2500 anos DC) --> repovoamento do planeta por seres extra-solares (5000 a 6000 anos DC) --> Formação da segunda Lua devido a impacto de meteorito com as dimensões de Venus (10000 anos DC) ( grande sorriso sorrisos)

Saudações geológicas.
Paulo Legoinha
Univ. Nova de Lisboa
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:27)
Resposta: A afirmação é correcta para H2O e outros voláteis, tais como F e Li. No entanto, os resultados experimentais de Wyllie e Tuttle (1961, 1964) evidenciam um acréscimo nas temperaturas de fusão com aumento de NH3 e HCl, sendo este acréscimo apenas apreciável para concentrações elevada de NH3 e HCl. Não se observam mudanças significativas no caso de SO3, verificando-se apenas um ligeiro decréscimo das temperaturas de fusão quando adicionado P2O5. Sugerimos a consulta da seguinte publicação, onde os autores apresentam uma boa síntese dos resultados experimentais disponíveis:
JOHANNES W., HOLTZ F. (1996). Petrogenesis and experimental petrology of granitic rocks. Springer-Verlag.

Graciete Dias (Dep. de Ciências da Terra - Univ. do Minho)
Pergunta:
(Última edição: Terça, 30 Setembro 2008, 22:11)
Resposta: Sandro E. G. Fernandes
Universidade do Algarve

A análise paleoecológica de testemunhos de sondagens (cores) é, geralmente, feita com grupos micropaleontológicos devido à necessidade em garantir um número mínimo de exemplares (100 a 300, no geral), para efeitos de representatividade estatística. Por seu lado, os trabalhos paleoecológicos em sondagens procuram tirar o máximo partido de uma amostragem densa, isto é, pequenos volumes de amostra recolhidos a curtos intervalos de espessura do(s) testemunho(s), a fim de procurar obter séries temporais com a maior resolução temporal possível (tendo em conta os efeitos da bioturbação, ressedimentação, erosão, etc...). Deste modo, a utilização de grupos de macrofósseis, embora possível, tira pouco partido deste tipo de amostragem.
Seja como for, o meu conselho é: tentar recolher o maior número possível de exemplares completos (ou pelo menos reconheciveis) no menor volume (espessura) por amostra possível, no maior número de amostras possível. A partir daí, boa sorte...
Ao teu dispor para futuras trocas de opinião, saudações paleontológicas,
Mário Cachão (mcachao@fc.ul.pt)

P.S. Lamento mas não conheço bibliografia especifica sobre a tua questão (talvez se referires os grupos de macrofósseis com que trabalhas poderei ser mais específico).

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